Quando eu era criança, o dedo-duro da turma era rejeitado por todos, mas hoje em dia o cara ganha prêmio para alcaguetar os seus comparsas. No mundo do crime, o bicho pega. O problema é quando o alcaguetado é aquele que deveria prender ou mandar prender os meliantes, mas nesse ninguém põe a mão, e também não leva o prêmio, pois já garantiu a sua bolada por antecipação. E que bolada! Até pouco tempo, a brincadeira estava na casa dos milhões. Agora é bilhão.
No Brasil de hoje, se gritar “pega ladrão”, não fica um, meu irmão. A coisa tá feia. Ainda mais lá em Brasília. Alguém poderia dar a ideia de cercar aquela cidade com muros de cinco metros ou mais, e transformar aquele lugar em uma grande penitenciária de segurança máxima.
Tem uma onda agora envolvendo um banqueiro que está dando o que falar. O cara corrompeu meio mundo, foi preso, e a galera tá morrendo de medo que ele solte os podres. Ele promovia surubas trazendo primas do exterior, tinha malas de dinheiro pra lá e pra cá, e o cara guardava provas de tudo, mas os vacilões nem desconfiavam que ele fazia isso. Vai virar um verdadeiro X-9. Muita chantagem vai rolar.
E as eleições estão aí. Serão em outubro. As campanhas começam em breve, mas os caras vão tentar encobrir toda essa tramoia, fazendo as suas mentirosas promessas de sempre. Contudo, podem ficar tranquilos, pois o povo não vê os noticiários alternativos que estão na internet, ou se vir, não conseguirá entender o que está acontecendo, considerando que, para uma grande parcela da população, isso é normal: acaso estivessem no lugar desses vagabundos, fariam a mesma coisa. São esses que definem a escolha dos candidatos. Esse é o “jeitinho brasileiro”. Mas nem todo brasileiro é assim. Pois é…