“O inferno são os outros”, disse Jean Paul Sartre. Concordo. Já morei em lugares onde os vizinhos eram terríveis.
Os filósofos do passado ficavam contemplando o tempo e desenvolviam as mais improváveis teorias acerca do tudo ou do nada. Um deles, René Descartes, chegou à conclusão de que “penso, logo existo”. O termo original seria “Cogito, ergo sum”, que significaria “penso, portanto sou”. Nada mais lógico. Ou não: ele também poderia pensar o contrário. O simples fato de pensar comprovaria a sua condição pensativa, mas o pensar na “não existência”, no “não sou”, tornaria nula a sua capacidade reflexiva.
O homem é o lobo do homem”. Quem disse isso foi Thomas Hobbes, autor do clássico “Leviatã”, baseado na frase original do romano Plautus (254-184 a.C.), que originalmente seria “Lupus est homo homini, non homo, quom qualis sit non novit”, que, traduzido, significaria “Um homem para outro é como um lobo e não um homem, quando ele não sabe de que tipo ele é”. Se substituíssemos o lobo por qualquer outra espécie, um coelho, um ornitorrinco ou uma rena, tornaria a teoria extremamente complexa, pois não teríamos mais homem ou lobo, mas a nova espécie escolhida, que não seria nem um nem outro.
Henry Thoreau sustentava que “Felicidade é como uma borboleta: quanto mais você tenta apanhá-la, mais ela se afasta de você. Mas se você dirigir sua atenção para outras coisas, ela virá e pousará suavemente no seu ombro”. Isso porque ele não tentou usar uma rede, dessas que são vendidas em casas de pescaria. Assim, pegaria facilmente a borboleta. Mas não a felicidade.
Nietzsche já dizia que “Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”. Ele disse isso porque naquele tempo não haviam sido inventados os fones de ouvido bluetooth.
De acordo com Bertrand Russel, “A ciência é o que você sabe. A filosofia é o que você não sabe”. Depende: estudei as duas matérias no ensino médio e não aprendi nada sobre ambas.
Kirkeggard afirmou, certa vez, que “A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente”. Contudo, este pensamento não se aplica a um Curupira.
“Fazer troça da filosofia, é, na verdade, filosofar”- Blaise Pascal. Essa foi a melhor de todas.
“Só sei que nada sei”. Célebre frase falada por Sócrates. Se ele não sabe, muito menos eu.