Já fizemos uma resenha acerca dessa série espanhola, produzida pela CONTUBERNIO e exibida pela NETFLIX: MACHOS ALFA. Estreou recentemente a sua quarta temporada, depois de uma terceira que não foi lá essas coisas, mas desta vez conseguiram alcançar o mesmo nível da primeira e da segunda, e esperamos que não seja a última, já sabendo que está sendo anunciada a quinta temporada para janeiro de 2027.
Em cena, Fernando Gil (Pedro), Gorka Otxoa (Santi), Fele Martínez (Luis), Raúl Tejon (Raúl), Maria Hervas (Daniela), Paula Gallego (Álex), Raquel Guerrero (Esther) e Kira Miró (Luz), Cayetana Cabezas (Blanca), Paloma Bloyd (Irene), Karol Luna (Patrícia), Maria Hazas (Marimar), Irene Arcos (Paz).
O roteiro é assinado por Alberto, Laura Cabalero, Daniel Deorador e Carla Nigra. A direção é de Laura Cabelero.
Os personagens são muito bem construídos e hilários, colocados em situações absurdas, mas nada improváveis, conseguindo desconstruir, na mesma proporção, tanto o machismo quanto o feminismo, porém, sem tomar partido, pois todos os personagens são patéticos e inofensivos, abordando, de uma forma desconcertante, temas como o adultério, a homossexualidade, a paternidade/maternidade e até mesmo o amor.
Nesta temporada, Santi resolve ser pai, e depois de muita procura acaba encontrando com a ultra feminista Eva (Carol Rovira), enquanto Pedro e Daniela acabam tendo uma recaída passageira no tumulto dos cuidados com o bebê; Luis redescobre sua paixão por Marimar, que está casada com Raúl e com quem quer ter um filho a todo custo, mas ele consegue fazer uma vasectomia escondido; Raquel Guerrero abandona o emprego de instrutora de auto-escola para se dedicar ao trabalho de atriz e roteirista; e Luz se sente cada vez mais sufocada com o casamento com a milionária Paz.
Destacaríamos uma personagem interpretada por Aitziber Garmendia (Nagore), que aparece rapidamente em três episódios (da primeira, segunda e quarta temporadas) como uma ex-namorada de Santi, que rouba a cena nos poucos minutos que surge, no papel de uma bêbada e tarada.
São apenas seis episódios, mas poderia ser mais, pois é muito raro uma produção com roteiro tão inteligente e personagens pitorescos que se parecem com gente do nosso convívio. Vale MUITO a pena assistir.