Uma suposta autoridade participava de uma suposta orgia em uma mansão de um suposto empresário, quando teve um suposto “problema de sistema”, e então teve que ser submetido a uma suposta intervenção denominada “fio terra”, ação que foi supostamente filmada por uma suposta câmera de segurança, e assim formou-se um suposto escândalo de proporção supostamente nacional, não necessariamente pela sua suposta relação com o suposto notório corruptor, mas pela fofoca de cunho supostamente sexual que ocuparia o “trend top” daquela semana.
Vivemos em um tempo em que tudo é “suposto”, pois nada pode ser falado de forma livre e direta, ou o interlocutor poderá sofrer severas retaliações da justiça.
Dias depois, essa mesma suposta autoridade foi supostamente flagrada atropelando uma suposta velhinha, e chegou a dar ré com o seu carro para garantir que havia feito o suposto serviço direito. O suposto episódio foi filmado por uma suposta emissora de TV que fazia a suposta cobertura de uma matéria sobre supostas obras que aconteciam naquela avenida de grande circulação, e também por dezenas de câmeras de smartphones de transeuntes que supostamente passavam pelo local, mas os noticiários só poderiam dizer que ele era “suspeito” de um “suposto” atropelamento.