Qualquer um, hoje em dia, pode se autodenominar “influencer”. A internet criou esse personagem que veio tomar o lugar do antigo “youtuber” e passou a dominar, principalmente, o Instagram e, de quebra, o quase esquecido Facebook.
O “influencer” não precisa falar nada: basta tirar fotos de bens de consumo que não precisam ser necessariamente seus, de se exibir em cenários cujos fundos podem até ser montados por Inteligência Artificial, ou fazer comentários sobre vídeos ou fotos de outros, para “viralizar”.
Entrei na página de um desses personagens que ensinava a utilizar uma fórmula para curar irritações na pele de cachorros. Com uma rápida pesquisa, verifiquei a receita poderia causar sérios problemas para o animal.
Outro animal, digo, “influencer”, ensinava os seus seguidores que desejassem tirar manchas na pele a passarem suco de limão no local e a permanecerem por uma hora no sol. Na verdade, o efeito haveria de ser totalmente o contrário.
Pretendo entrar nessa onda de “influencer” e criar uma página para ensinar as pessoas a deixarem de ser idiotas. Mas os idiotas não vão querer me seguir…