Cardápio do dia: “Virado à direita”

Aos amigos — uns gatos pingados que nem me conhecem mais — digo: o Brasil tem solução.

Incrédulos, acham que estou sendo cínico ou debochado. Mas justo eu?

Realmente há saída — como diria o Leão da Montanha — em sua fuga à direita ou esquerda.

As eleições mostraram que estamos no caminho, apesar do segundo turno. Que não tem nada a ver com plantão ou jornada extra, pois político não consegue nem cumprir um turno, quanto mais preencher um banco de horas.

Enquanto isso, estamos aqui. Empresários, trabalhadores, máquinas e animais de carga — os nossos mais próximos “cumpanheiros” —  nos matando e pagando quatro almoços para comer a metade de um.  

E o IOF ainda nem entrou na conta.

Se essa gente faz os seus projetos e dejetos — eles se confundem sem que saibamos o que é o quê — ansiosos pelos resultados das urnas, certas coisas não mudam:

  1. Os tatuadores dividirão salas de maternal para aprenderem decoupage.
  2. Entre o funk e o sertanejo universitário existe uma chupetinha. Se um grita obscenidades, o outro ameaça pular do bebê conforto.
  3. O Big Brother e a Fazenda fazem o orgulho dos banheiros públicos. Mas o que mata é a inveja da descarga.
  4. O elevador do Q.I. brasileiro continuará descendo, sem parar no subsolo.
  5. Eu — talvez você também — espero o papai-noel, louco para meter a mão no seu saco.

Se nada der certo, é só chamar a Janja. Enquanto o Chapolin Colorado tira as merecidas férias.   

Jorge F. Isah

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