Você acha mesmo que aquelas esfirras gostosinhas, quentinhas e baratinhas que você ama foram feitas com carne de primeira? Pode ter certeza que, para garantir os preços acessíveis, foram utilizadas as carnes mais nojentas rejeitadas pelos açougues, cheias de sebo, nervos e gosmas, trituradas quatro vezes e acrescentados os mais variados temperos, com aquele toque final de limão.
Isso vale para quaisquer outros alimentos comercializados em muitas lanchonetes e restaurantes, alguns deles até caros e chiques, e também nas prateleiras dos supermercados. Você não sabe o que está comendo. Se soubesse, nem comeria. Nos rótulos, você verá uma série de ingredientes aprovados pelos órgãos fiscalizadores, mas faço, aqui, um desafio: será que fiscalizam mesmo? Você acreditaria se disserem que sim?
O importante é que vamos todos morrer, de um jeito ou de outro, mais cedo ou mais tarde. Às vezes quem enche a cara com álcool, drogas e os tira-gostos mais duvidosos vive mais do que um radical naturalista, pois esses tipos de alimentos também não estão isentos de manipulação, para fins lucrativos.
Então vamos ali comer uma esfirra.
MIchel Salomão