Nos meus tempos de criança, uma de nossas brincadeiras preferidas era polícia x bandido, e precisávamos fazer sorteio para ver quem seria a polícia, porque ninguém queria ser o perdedor, considerando que o bem sempre vencia.
Mas as coisas mudaram, e hoje existe uma versão romanceada da bandidagem que é muito comum nos filmes, a exemplo do Batman, com o Coringa caindo no gosto dos espectadores, possivelmente, em razão da impressionante performance do ator Heat Ledger, que anteriormente havia sido interpretado, também com sucesso, por Jack Nickcolson, e o personagem até ganhou o seu filme solo com o incrível ator Joaquim Phoenix (foto).
Porém, tem muita gente que também simpatiza com bandidos do mundo real, e os defende com furor, mesmo sabendo que eles mentem, roubam, matam, aleijam, estupram, vendem drogas que causam a desgraça das famílias, oprimindo a parcela maior da sociedade que nada tem de “extremista”, e só quer que as coisas funcionem.
Esses “simpatizantes”, que nunca chegam a 30% do total da população, não querem saber de trabalho, de família, de design, de estética, e querem fazer prevalecer à força o feio, o grotesco, o sombrio, em ambientes no estilo “Ghotam City” com paredes pichadas, esgotos abertos, bêbados e drogados caídos nas sarjetas, prostitutas e travestis se vendendo nas esquinas, enquanto os seus queridos bandidos vivem na opulência, livres para tocarem o terror.
Essa minoria não aceita que os seus protegidos sejam chamados de “terroristas”, porque foram cooptados em troca de migalhas, por uma nova espécie de máfia que age livremente em todos os poderes da República, transformando o país em um caos.