ERAM SÓ DEZ MANDAMENTOS…

A vida no deserto estava uma confusão danada. Foram 40 anos com Moisés conduzindo um grupo que poderia facilmente passar de 3 milhões de pessoas, e assim chegou uma hora que ele já não aguentava mais, pois o povo não parava de brigar por qualquer motivo, mesmo havendo um montão de regras que iam sendo definidas, questões relativas a dívidas, namoro, casamento, sexo, compra e venda, o que poderiam comer ou vestir, cortes de cabelo que deveriam adotar, se era certo a sogra opinar sobre a vida do casal, se era lícito o cunhado pegar dinheiro emprestado e não pagar, se a criança poderia ou não arrancar um olho do coleguinha, entre outros embates diários.

Foi assim que Deus resolveu dar um basta nisso e determinou os Dez Mandamentos, para simplificar a coisa e ver se o povo aquietava. Mas não: resolveram alterar o texto original, suprimindo alguns itens e desdobrando outros, esquecendo o que está previsto em Apocalipse 18 e 19 acerca do que poderá acontecer com quem acrescentar ou retirar alguma coisa do texto bíblico, assim como Jesus alertou em Mateus 5:18 que “até que o céu e terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra”.

Eram só DEZ MANDAMENTOS! Será que não dava para o povo se esforçar um pouco mais?

Hoje em dia o descumprimento desses mandamentos é regra: o adultério é banalizado; honrar pai e mãe é besteira, principalmente se eles apoiam o partido de oposição; o furto é incentivado e blindado pelos progressistas; cobiçar é um hábito de quem utiliza as redes sociais, entre outras transgressões, pois as pessoas resolveram permanecer no pecado, fazendo coisas que Deus ABOMINA, mas se eu entrar mais fundo nessa questão corro o risco de ser empalado, diante da polarização e intolerância que tomaram conta do mundo, inclusive, no ambiente religioso.

Michel Salomão

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