A ideia de que a vida dará sempre o que desejamos ou até necessitamos não corresponde à realidade. Você pode até dizer que já ouviu falar de alguém que nasceu com uma grande sorte, e que teve tudo nas mãos, e que não teve que lutar, pedir, chorar. Que essa pessoa realmente existiu ou existe, está viva, e talvez você a conheça. Porém, com toda a certeza, essa pessoa, se já morreu, não foi plenamente feliz, e, se ainda vive, ainda não é feliz. O sonho, a espera, a luta, as derrotas são o que torna as vitórias e as coisas conseguidas realmente saborosas e valiosas.
Deve decorrer dessa ideia e experiência a opção aparentemente mais sábia, e por que não dizer mais correta, de nunca ficar esperando as coisas acontecerem sem mover um dedo. Pessoas que ocasionalmente dão a sorte de receber coisas de mão beijada não valorizam as oportunidades, não multiplicam os seus resultados e não repartem a sua boa experiência de vida com outras pessoas.
Não sabemos quanto tempo viveremos, cada um de nós. Não sabemos se teremos muito ou pouco tempo para realizar coisas louváveis e gratificantes, não só para nós, mas para os outros, sejam pessoas próximas, distantes, conhecidas ou que jamais conheceremos pessoalmente. O certo é que vale a máxima, aparentemente gasta: corra atrás. Atrás das coisas boas, dos seus melhores sonhos, pague o bom preço se for necessário e nunca fique parado, alheio, esperando que as coisas aconteçam ou não a seu favor. Cada oportunidade é uma flecha lançada que não será lançada novamente. Talvez, na verdade, dificilmente uma oportunidade baterá na mesma porta duas vezes, e não é tão difícil encontrar alguém que testemunhe e lamente profundamente uma oportunidade perdida ou mal aproveitada um dia… Não deixe nunca que aconteça o mesmo com você.
Helvécio S. Pereira