Muitos artistas do cinema ou da TV fizeram muito sucesso com seus personagens parvos. Rowan Atkinson, como Mr. Bean, Peter Sellers como o Inspetor Clouseau, Don Adams, como Maxwell Smart, Mike Myers Austin Powers, Jacques Tati, como Mr. Hulot, Jim Carrey e Jeff Daniels, como Debi & Loide, Moe Howard, Larry Fine e Curly Howard (e Shemp Howard), como “Os Três Patetas”, são alguns exemplos que podem ser citados. Eles permitem uma rápida conexão com o público, que inconscientemente se identifica com esses personagens, que normalmente exageram em suas performances, para se distanciarem da realidade, ou os espectadores se espantariam com a própria estupidez.
Jamais conseguiríamos explicar como personalidades patéticas, que seriam cômicos se não fossem tão maus, como o grande líder alemão, e na mesma época, o italiano, quase conseguiram levar o mundo à destruição total entre as duas grandes guerras mundiais. Ou o estúpido ditador da famosa ilha, que levou o seu povo à miséria extrema, ou mesmo o nefasto líder religioso que induziu milhares ao suicídio. Mas não para por aí: nos tempos atuais, milhões são levados ao fracasso ao apoiarem as ideias de corruptos populistas, que atribuem aos seus opositores os seus próprios crimes, e ainda assim muitos os apoiam cegamente.
Nessas situações, em que nos tornamos “do contra”, precisamos nos fazer de idiotas para não mordermos as nossas próprias nádegas, de tanta revolta, diante de tamanhos absurdos, e também para mantermos a nossa integridade física, pois os verdadeiros idiotas costumam ser muito agressivos.
No dia 25 de outubro de 2026, os brasileiros terão a oportunidade de mostrar se são idiotas ou se apenas interpretam esse papel.
Michel Salomão