Noventa minutos de patriotismo

“O Brasil ganhou!… O Brasil ganhou!”

Seja lá o que isso representa. Foi um jogo contra os japoneses, que já não são os mesmos. Na Segunda Guerra, endureceram muito mais a peleja do que hoje. Tudo bem, os motivos são outros, mas a idolatria é a mesma.

No Japão, o esporte mais popular é o Baseball, depois vem a competição de hashis nas feiras de Tóquio.  O futebol deve vir logo após o “Torneio nacional de organizar filas”.

Não sei de você, mas o foguetório, gritos e palavrões em brados efusivos lembraram-me a comoção da queda do Muro de Berlim, a vitória do Miss Universo por um LGBTQ+ , e a eleição do presidente mais honesto que já existiu. Ninguém se lembra dos preços nos supermercados e da prestação atrasada.

Veja o caso do juiz que resolveu apitar depois da partida e marcou penalti contra certa empresa por não haver mulher em cargo de gerência. Se a moda pega, a próxima Copa começará e terminará sem futebol. Pois o lema é:

“Não ao futebol. Mais igualdade social”.

Susete e Geni para os lugares de Messi e Vozinha. E Marciele no de Ancelloti.

Um juiz pode dizer como administrar uma empresa privada, mas, por que raios o Estado está falido?… Vai ver, acham que a competência discrimina. Como pode privilegiar quem faz o certo e melhor?

Viva os “pernas-de-pau”!

Enquanto as vitórias chegarem, não existe povo mais patriótico. Já a primeira derrota e aquele país de “m…” será cantado aos quatro ventos, no refrão inédito do crooner, enquanto balança as nádegas no banheiro.

Se quatro anos passam rápidos, o espírito nacional anda em marcha a ré. Até os próximos noventa minutos, com chance de prorrogação.

Jorge F. Isah

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