O palco da VIDA

É completamente estranho tomar consciência da própria existência. Chegar a esse conhecimento traz um espaço no limbo, um hiato entre o agir humano e o que é ser de fato um humano. Falo assim porque aconteceu comigo. Tenho esse tipo de conhecimento desde criança.

Por isso, às vezes, acredito que permaneci na fé cristã porque não vejo sentido algum na vida cotidiana. Mesmo que eu morra e descubra de que nada do que acreditei e coloquei minha esperança seja real (eternidade com Cristo), ficarei satisfeita da forma que decidi viver na terra. Sem a minha fé, eu já teria abandonado essa vida faz tempo, nunca soube como vivê-la. Nunca soube me divertir como os outros, me alimentar das mesmas comidas, me preocupar com as mesmas preocupações que envolvem o futuro, ao contrário, sempre soube fingir bem.

Queria ser atriz quando era criança porque eu sempre entreguei uma atuação de acordo com as pessoas que conhecia ou os locais que frequentava. Sou uma grande atriz. Sei me doar conforme o palco que a vida me oferece. E sei agradar a plateia que me assiste. Talvez seja por isso que tomar consciência de mim mesma seja tão absurdo e devastador. O que seria o homem? Pensar nisso de forma totalmente crua é loucura, falo por experiência própria…

Jéssica Fernandes

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