Prestes a lançarem robôs que pensam e agem por vontade própria, milhões de pessoas vivem em condições desumanas, realizando tarefas perigosas que poderiam ser executadas por… robôs.
Não dá para entender como funciona o cérebro humano, e talvez essas máquinas sejam realmente mais inteligentes, mais focadas, mais produtivas, menos nocivas, menos egoístas e menos destruidoras do que suas matrizes carnais.
Enquanto isso, a tecnologia vai roubando os postos de trabalho humano, sem que as populações possam usufruir da ociosidade imaginada pelos utópicos, que idealizavam um futuro onde as pessoas ficariam curtindo a vida em tempo integral, viajando, produzindo e consumindo arte e entretenimento, enquanto as máquinas fariam todo o serviço sujo.
Hoje em dia, só se fala em carros elétricos, que prometem fornecer uma “energia limpa”, substituindo definitivamente a utilização de combustíveis fósseis, mas o processo de fabricação de suas enormes baterias causa uma destruição ainda maior no meio ambiente, isso sem contar os seus custos extraordinários, que podem chegar a 60% do valor final do veículo, ou mais, bem como a logística que precisa ser empregada para se construir estações de abastecimento espalhadas pelas cidades e estradas do mundo, o que, certamente, há de tornar essa alternativa ainda mais cara, além dos riscos envolvendo o descarte dessas baterias.
Os governos desperdiçam uma quantia inimaginável de dinheiro com programas espaciais, com o propósito de povoarem outros planetas, quando ficaria muito mais barato utilizar essas quantias para reverter a degradação provocada… por esses programas espaciais.
E a Inteligência Artificial chegou para provar que o ser humano possui uma burrice natural.
Michel Salomão