Elegia ao AMOR

Sou a lágrima que escorre do canto dos seus olhos…

Uma ruptura dos sentimentos mais íntimos…

Sou a sua cicatriz mal curada, a lembrança mais sofrida e o corte que rompeu sua alma em dor…

Sou o descompasso das horas, a aflição dos minutos e o delírio dos segundos frenéticos em busca do tempo perfeito que foi perdido entre os dedos, mas ainda me sobraram os anéis do desapego…

Sou a porta de saída dos seus entraves e o receio de suas certezas…

Sou essa gota que cai e a constatação que se eleva: sou seu outro eu. Sou tão seu que já não me importo em ser mais nada…

Sou toda sua oportunidade perdida, a palavra que saiu desajeitada e não pôde mais voltar, e feriu ouvidos alheios…

Sou a parte esquecida da canção do vento, o primor do desentendimento…

Sou eu agora, o oposto do que eu era, o princípio do que virá a ser…

Sou as consequências menos esperadas, a indelicadeza personificada, a sua inconsistência mais reprimida, o segredo que não foi desvendado, aquilo que não se fala e a carta que nunca foi lida…

Não sou seu mistério, já que você sabe o quanto me dou, a luta pelo seu apreço, a busca pela sua atenção e outras tantas coisas ínfimas que esqueço…

Sou então assim, tão seu…

Glaysson Carneiro Marcelino

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