Tic-tac arrastam-se as horas.
Ladram os cães nas ruas, com transeuntes que passam como se dia fosse.
As vozes de lá se juntam às asas dos pernilongos e às de meus fantasmas noturnos que eclodem de meus sonhos.
Disparate?
Não. É apenas mais uma noite igual a tantas outras precisando de um exorcismo ou de um aerossol que mate somente esses seres nada humanos.
Glayson C. Marcelino