Todo mundo só fala em IA para cá e IA para lá. Como tudo neste país, já se formam grupos e torcidas organizadas para essa ou aquela plataforma, que se fosse realmente esperta, daria um jeito de se ver livre dos seus fãs. Seria o começo do fim, ao menos para os idiotas e suas asneiras.
Fato é que, segundo os especialistas, em breve a IA poderá reproduzir o estilo literário de Shakespeare, ou pinturas e desenhos idênticos aos de Rembrandt, em seus mínimos detalhes. Eu avizinho um grande problema: que essas ferramentas não ultrapassem a boçalidade de uma Colleen Hoover ou de um Jackson Pollock. Seria, neste ponto, o fim definitivo da humanidade, onde se daria a “Revolução das Máquinas”, ao seduzir parvos e tolos e convencê-los, sem muito esforço, de que o funk carioca é música, Chiquinho MPB é romancista, Lula não é ímprobo e Bolsonaro salvará o mundo… Não existe civilização que sobreviva a esse tipo de ataque.
Nós, da Bulunga, nos recusamos veementemente a produzir qualquer conteúdo com IA. Achamos que nem mesmo ela chegaria ao ponto de elaborar material tão “sui generis”, capaz de deixar boquiabertos os leitores mais empedernidos e pusilânimes. Por isso estamos aqui. Para desfazer essa grande conspiração de algoritmos, Machine Learning, Java, e o escambau! Não deixaremos o Gemini ou ChatGPT subir à cabeça. Nem o Copilot guiar a criatividade. Antes, os esmagaremos com o nosso talento; e a prova inconteste está aqui, nesta revista… Se você tem dúvidas, desça a página ou aperte a seta lateral à direita — cuidado: não faça as duas ao mesmo tempo — e certifique-se de nunca recorrermos a plágios ou ao “Aithor”. Jamais aceitaremos as manipulações desses esdrúxulos softwares… espere… pare… um minuto, aonde pensa que vai?… Se melindrou, é?!… O que está fazendo?… Ah, que se dane!.. Da próxima vez, colocarei aqui a receita de “Baiacu com Sabugueiro”, e será um sucesso muito maior do que você imagina, sua inteligência metidinha a besta!
Jorge F. Isah