Para muitos especialistas, que podem não ser assim tão especialistas, mas apenas palpiteiros, com a possibilidade de estarem espalhando “fake news”, a BYD, que revolucionou o mercado com os seus carros de visual futurista como o Seal, Song (Plus e Pro), King, Dolphin e Dolphin Mini, há de quebrar ainda este ano ou, no mais tardar, no ano que vem. Será como, segundo eles, a Evergrande, gigante imobiliária chinesa, que despencou como um castelo de cartas assim que o governo daquele país parou de injetar seus gordos incentivos, o mesmo que está acontecendo agora com a famosa empresa automobilística.
E como ficam os compradores, que hoje desfilam pelas ruas com suas naves construídas ao redor de tablets? Talvez seja possível remover esse acessório para poder jogar joguinhos em casa, pois a carcaça restante ficará inutilizada.
Existem ainda a Chery (do mesmo grupo da Omoda e da Jaecco), a JAC (quem se lembra das propagandas do Faustão?), assim como a Gelly, que agora desembarca com agressividade no solo brasileiro. Será que estão na mesma situação?
Uma coisa é certa: os chineses conseguiram abalar o mercado internacional de carros, até então dominado pela Volksvagem, pela Stelantis, pela Chevrolet e pela Toyota, confortavelmente acostumados com a produção de suas caríssimas carroças, mas tiveram que se adaptar ao estilo e à ousadia dos seus concorrentes de olhinhos puxados, que pensavam estarem dormindo. Mas não estavam.
Michel Salomão