INVESTIMENTOS

Apesar de não me considerar um bom investidor, porque não sou mesmo, resolvi dar uns palpites nesta revista, pois, afinal, ninguém vai ler, mas preciso dizer que nunca acumulei dinheiro ao longo da vida e sempre que sobrava alguma coisa trocava de apartamento, fazia reformas, trocava de carro, pagava as contas, viajava, comprava roupas, eletrodomésticos, etc., enfim, gastos de uma pessoa normal, e acabava não sobrando nada.

Porém, ainda restou uma merreca que deixo aplicado em Renda Fixa, que não rende grande coisa, mas é considerado um investimento mais conservador, ou seja, o risco de perder é menor, mas minha gerente vive me mandando mensagens para eu aplicar em ações e, recentemente, enviou-me uma proposta “quente”, para apostar em títulos da JBS, e respondi “jamais”, pois não posso ignorar as investigações que estão acontecendo nos EUA, e se a coisa estourar as ações dela vão para o rodapé dos infernos.

O mercado de ações funciona em torno de especulação, e muitas vezes as notícias são “implantadas” por grandes investidores que querem ver as ações caindo (para comprarem) ou subindo (para venderem), enquanto muita gente perde tudo, principalmente os pequenos investidores como seria eu, se fosse mais bobo.

As aplicações em Renda Fixa podem variar entre 10 e 17% ao ano, enquanto a poupança pode pagar entre 8 e 9%, mas se eu fizer como sugere a gerente, e fizer aplicações diversificadas, algumas mais seguras, outras mais arriscadas, perco aqui e ganho ali, e no final posso conseguir os mesmos índices entre 10 e 17% ao ano, ou perder tudo, ou quase tudo. E aí pergunto para a gerente: pra quê correr esse risco?

A taxa SELIC está, neste momento, em 14,25%, e pode parecer muita coisa, mas mal conseguiria recuperar o que perdemos com a verdadeira inflação, que é o aumento do custo de vida real, sem as manipulações do governo. Os preços dos alimentos não param de subir, está ficando tudo mais caro, e é muito chato ter que ficar substituindo produtos melhores por outros de qualidade inferior. Ou parar de comprar, como sugeriu o Presidente deste lupanar chamado Brasil.

Michel Salomão

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