Os brasileiros não sabem dizer quem são os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, mas podem relacionar com facilidade os nomes de todos os ministros de um determinado órgão superior que não se pode citar o nome para não sermos “enquadrados”. Isto é estranho. Muito estranho.
Estranho não é o fato do povo ter-se politizado ao longo das duas últimas eleições, mas esse não deveria ser um órgão político, e os seus membros não poderiam ser mais famosos por conta de suas patacoadas, do que jogadores de futebol ou artistas de TV.
Da seleção só se conhece o Neymar. E o Vini Jr., por conta de uma ex-namorada loura. O Neymar é um craque, disso não há dúvida, mas a politização chegou a tal ponto que tem sido execrado pelo jornalismo engajado e por uma pequena e barulhenta parcela da população, porque teria demonstrado simpatia por um candidato oposicionista.
Além disso, usar a camisa amarela da seleção brasileira passou a ser proibido, pois ficou associada a um “movimento patriótico”, e até tentaram emplacar uma camisa vermelha, além de alterar o nome da seleção para “braza”, trocando a figura da mascote canarinho por um corvo nervoso, mas não pegou.
Resta ver como serão os resultados das eleições deste ano: será que vão parar no “tapetão”?
Michel Salomão