A peleleca da namorada do Vorcaro era branca, e não rosa, mas, na Copa do Mundo de Futebol, as chuteiras, os uniformes dos goleiros e até as vestimentas dos árbitros ganharam essa cor, antes restrita ao universo feminino.
Foi depois do filme da Barbie que as coisas começaram a mudar. As roupas do Ken, amigo da protagonista, que não gosta da fruta, eram rosas. Está decretado o fim do machismo azul tóxico.
Informar o sexo da criança no exame pré-natal, nos tempos atuais, é proibido. A criança é que terá que decidir sobre essas questões relativas à diversidade e, se quiser mudar, o SUS providenciará a operação gratuitamente.
Nas escolas, as crianças aprendem a dizer “todes”, “iles”, “menines”. Seres híbridos seguem povoando as ruas e as pessoas já não sabem dizer quem é o quê. Como dizia o Claudemiro, porteiro lá do prédio, isto é sinal do fim do mundo. Talvez ele esteja certo. Ontem, ao final da tarde, o céu estava rosado. Antes, ficava sempre azul.