Voltamos ao Rio, em maiúsculas, pois o São Franscisco merece nosso respeito e admiração. Acrescentamos mais dois amigos ao grupo, pai e filho, homens fortes, brutos, mas corações de uma criança.
De dia, subir e descer o Rio atrás dos peixes. À noite, o cavaquinho do Bidico, as canções no playback, comida e bebida de tudo quanto é raça.
Também contávamos histórias, lembranças de outras aventuras, eu aprendendo com eles, todos aprendendo uns com os outros.
É então que surge a lenda do Zé Maria, contada por nosso amigo Laercio. É a história de um fantasma que vaga pelos arredores de uma antiga fazenda de escravos, lá pelos lados de Rezende Costa, interior de Minas. Trata-se de um homem alto, olhos azuis, terno branco e cabelos engomados, cumprimentava as pessoas e sumia na escuridão.
O fato é que, com o avanço da noite e as doses de bebidas, vão surgindo os corajosos e os receosos; um dizia que que meteria a mão no pé da orelha dele; outro que lhe daria uma facãozada. O dono da casa, mais comedido, não fica lá sozinho. Eu e Leleco estamos no grupo dos receosos, não desafio o sobrenatural, não sou São Tomé, prefiro crer sem precisar ver…
Alimentamos a imaginação, rendeu uma boa prosa e essa crônica. Ficamos de visitar a fazenda. Um passeio pela história do lugar e pelos causos de aparição.
Como diria um grande amigo “Será que vai prestar?
Conto quando voltarmos.
Geraldo Hera