Às mães de hoje e de outrora.
Já conheci mães que deram tudo para os seus filhos; outras que não puderam dar quase nada, mas que, mesmo assim, não deixaram faltar afeição, ensinamento e bons exemplos.
Às mães de coração, que se abrem à maternidade de outros rebentos, o meu respeito e consideração. Às mães que entendem o que é fazer sacrifícios e que, mesmo diante das situações adversas, enfrentaram o mundo por seus filhos.
Mãe é a palavra mais próxima da palavra amor, e é tanto assim que há uma designação para quem tem apreço semelhante: amor materno. É um amor que embala, ainda que os braços estejam cansados, que a voz esteja vacilante e que a consciência tenha os traços da debilidade. Não se diferencia uma mãe de vinte, trinta, quarenta ou oitenta anos no que diz respeito à maternidade. Há tipos diferentes, mas, no fundo, uma só essência.
Ouvi dizer das “mães protetoras”, no entanto, isso é um pleonasmo. Onde já se viu mãe que não protege, que não faz carinho? Há algumas pessoas que, no seu estado bruto, parecem chocadeiras ou coisa pior. É preciso ir devagar e ser prudente para não confundir as coisas.
“Quando eu era pequeno” é uma frase paradoxal, pois, para o colo de uma mãe, há sempre um retorno. Há sempre um consolo, mesmo que o filho seja peralta. Já ouvi dizer que ser mãe é “padecer no paraíso”, mas desconfio de que ter mãe é viver um paraíso particular. Ai do paraíso se não tivesse mãe! Muita gente teria dúvida em ir para lá, e outros achariam que a definição desse vocábulo estaria incompleta.
Ser mãe dá trabalho e ser filho é muita responsabilidade. Algumas mulheres bem que tentaram — e continuarão tentando — se afastar desta empreitada. Umas até pedem a Deus que as livre; pudera, quem gosta de ter um serviço vinte e quatro horas, sete dias por semana, 365 dias por ano e por aí vai? Sem direito a férias.
Sei que alguns vão questionar, dizendo que ser mãe não é para qualquer pessoa.
Parabéns, para as que têm duplo papel, e o maior deles é amar e transmitir ao mundo esse amor!
Glayson C. Marcelino