As primeiras balanças possuíam dois pratos colocados em lados opostos, pendurados por correntes, sustentados por uma haste horizontal e apoiados por uma base ao centro. De um lado, colocava-se o objeto a ser pesado e, do outro, os pesos, classificados por quilos ou gramas, que iam sendo dispostos um a um até que ambos os pratos ficassem perfeitamente na horizontal, formando um ângulo de 90 graus de um e outro lado. Dessa forma, teríamos o exato peso do produto. Depois de muitas décadas foi que inventaram as balanças digitais.
Não se sabe a razão de ter se tornado o símbolo da justiça, pois, na maioria dos embates, um das partes há de perder e a outra ganhar: em menor número de casos teremos uma divisão exata do objeto em disputa, como no episódio do Rei Salomão, que sugeriu partir ao meio a criança pleiteada por duas mães, para que a verdadeira abrisse mão do seu direito, a fim de preservar a integridade do filho, sendo a ela entregue o bebê.
Nos tempos atuais, o direito tem pesado para o lado do mais forte, de quem tem mais dinheiro ou poder. Nem todas as decisões são justas. O direito de um não é o mesmo para o outro. Um tudo pode, o outro, nada. Não existe mais a chamada “segurança jurídica”. As decisões dependem do humor de quem está no controle.
Estamos falando da atuação dos árbitros de futebol, envolvidos nos escândalos das Bets e Jogos do Tigrinho. Jamais teríamos a ousadia de tratar de outro assunto que não este.
Michel Salomão