Depois de dois dias em silêncio — fruto de mais um circo estatal —, cá estamos novamente, para a alegria de uns e a tristeza de muitos.
Somos incansáveis, dispostos a tirar você — caro e querido leitor(a) — do marasmo existencial, do conformismo institucional, e de outras mazelas como enxaquecas e psoríase; a buscar o desconhecido, muito além do que a maioria dos pobres mortais um dia jamais foi… Quase parece a abertura de um seriado ou propaganda de margarina, mas a verdade é que, você concordando ou não, lendo ou não, estamos de volta, ainda mais ácidos e provocadores do que jamais um dia…
Ah, lá vem eu de novo!
Se esperou ansiosamente o fim desta egrégia e supimpa publicação, desista! Não somos de jogar a toalha e muito menos desistir dos nossos sonhos — para alguns, pesadelos —, e se por algum motivo estamos a assombrá-lo, saiba que fazemos o melhor, e cada vez melhor, dentro do nosso parco orçamento. Isto deveria servir para alguma coisa, já que xingando ou louvando, às vezes, as duas coisas, você não gasta nada além do seu tempo, ao invés de despendê-lo com bruacas siliconadas, dancinhas cafonas, pegadinhas manjadas e as superproduções da Marvel, DC, ou o raio que o parta!, em que o Super-Homem perdeu a vitalidade e se tornou um dândi defectivo.
Alegre-se, porque estamos de volta!
Ou melhor, nunca deixamos de estar! Para aplacar de vez a pasmaceira da sua vidinha, preocupado com os rumos que o país está tomando, com a volta dos que não foram, ou o retorno dos que não partiram, achando que tudo pode melhorar ou piorar, e existem grandes chances de surpresas ou ser afogado na mais estoica monotonia.
Os sinais estão aí, para qualquer um ver, pior são os que se negam a ver; mas a maioria está mesmo sendo embalada no colo do capeta, a chupar jujubas de cianureto, ouvir funk e à espera de mais um assistencialismo do governo, pronto a cumprir qualquer ordem… e nem precisa de embolso polpudo.
Qualquer cestinha mequetrefe, ou sonrisal, basta!
É por essas e outras, por você e todos vocês, que resistimos e insistimos em continuar firmes, como prego no angu. E podemos garantir, sem sombra de dúvidas, a perenidade da Bulunga, cada vez melhor, maior e incapaz de ser superada.
Contudo, não se resuma a ler.
Ao menos, uma vez na vida, faça o que quer!
Mesmo sem querer.
Jorge F. Isah