Paz e bem! Depois de um tempo, chega-se à conclusão de que devemos aprender a perder…
Algumas pessoas, simplesmente, devem perder quilos e não os reconquistar.
Algumas pessoas têm de perder a impaciência…
Outras, perder o tempo com alguém a quem se tenha de aprender a amar…
Outras, perder tempo escolhendo o próximo livro que irão ler e mais tempo ainda com o livro que darão de presente.
Algumas têm de perder tempo se perdoando e reelaborando projetos que não deram tão certo — às vezes, faltam só alguns ajustes…
Algumas pessoas têm de aprender a perder-se no meio de uma multidão para não ser egoístas e, desta forma, não se achar sempre fundamentais…
Algumas pessoas têm de perder horas a fio num hospital para entender que a dor de muitas pessoas não é só a física, mas o abandono…
Outras têm de aprender a perder o orgulho e a vaidade diante de uma situação em que isso é indispensável…
Algumas pessoas têm de perder a memória diante de fatos que deixaram o outro sem chão na presença delas, quando o outro se sente humilhado e impotente por causa de um erro.
Algumas pessoas têm de aprender a perder a timidez excessiva de declarar os seus sentimentos, mesmo que isso abra uma porta para as suas fraquezas.
Às vezes, é necessário não ser o Superman sem a criptonita.
Alguns precisam urgentemente perder os vícios que paralisam, a raiva que cega, a prepotência que subjuga e a intolerância que afasta.
Algumas pessoas, no entanto, só têm de perder um pouco essa mania de serem especiais, de provocar o meu riso mesmo diante de uma situação complicada.
A todos que perderam alguém e não aprenderam, boa sorte e vigor, pois estamos no mesmo caminho de aprendizado.
Glayson C. Marcelino