SAMPA

São Paulo é uma cidade muito maluca. O trânsito intenso, motociclistas buzinando nos corredores sem parar, nóias com pedras nas mãos, prédios enormes, lojas, viadutos, túneis, passarelas. É um ritmo alucinante para quem sai de alguma cidade pacata do país. Andar de metrô é uma experiência à parte: as pessoas apressadas, concentradas em suas obrigações. Ganhar dinheiro. Vencer na vida. Mas nem todos conseguem.

As ruas 25 de março, Santa Ifigênia, os bairros Brás e o Bom Retiro: quem não quer ser furtado, não se arrisque, ou precisará usar aquelas “doleiras” dentro da calça, mas, inutilmente, de nada pode adiantar. Celular na mão ou no bolso? Bye bye. Contudo, as pessoas enfrentam, resilientes, e vão tocando a vida como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.

Respirar: nem sempre é possível. Tem dias em que acontece a inversão térmica, e aí nem máscara anti-Covid, que já não servia para nada, funciona. Ainda assim, algumas pessoas insistem em usar. O rodízio de carros parece nada adiantar: brotam carros do nada e lotam as ruas. É um caos. Contudo, São Paulo fascina. Fascina os loucos que se enamoram por esta cidade.

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